Animais não devem viajar soltos, no colo do motorista ou com parte do corpo para fora da janela; caixas de transporte e cintos próprios ajudam a evitar acidentes.
Autor: Redação Goiás Aqui
Levar o cachorro ou o gato para um passeio ou uma viagem de carro pode parecer uma tarefa simples, mas alguns hábitos comuns colocam em risco o animal, o motorista e os demais passageiros.
O pet não deve viajar solto no interior do veículo. Em uma freada brusca ou colisão, o animal pode ser arremessado contra os bancos, janelas ou passageiros. Ele também pode assustar o motorista, bloquear sua visão ou tentar passar para a parte da frente do carro.
A recomendação é usar caixa de transporte, assento próprio ou cinto de segurança desenvolvido para animais. O equipamento precisa ser compatível com o tamanho e o peso do pet e permanecer devidamente preso ao veículo.
O Código de Trânsito Brasileiro proíbe dirigir com animais à esquerda do motorista ou entre os braços e as pernas. A conduta é considerada infração média, com multa de R$ 130,16 e quatro pontos na CNH.
Transportar o animal nas partes externas do veículo também é proibido. A regra inclui cães com a cabeça ou parte do corpo para fora da janela.
Nesse caso, a infração é grave, com multa de R$ 195,23, cinco pontos na carteira e retenção do veículo até que a situação seja regularizada.
Para os gatos e cães de pequeno porte, a caixa de transporte costuma ser uma das opções mais seguras. Ela deve permitir que o animal fique em pé, deite e se vire, mas não pode ser grande a ponto de deixá-lo desprotegido em uma freada.
A caixa precisa ficar presa pelo cinto de segurança ou por outro sistema de fixação. Colocá-la simplesmente sobre o banco não é suficiente, pois o equipamento poderá se deslocar durante o trajeto.
Cães de médio e grande porte podem utilizar peitoral e cinto próprios para veículos. Grades ou redes de separação também ajudam a impedir que o animal passe para o banco da frente, mas devem ser utilizadas com um sistema adequado de contenção.
Permitir que o cachorro coloque a cabeça para fora da janela pode parecer divertido, mas a prática oferece riscos. Poeira, insetos, pequenas pedras e outros objetos podem atingir os olhos, o focinho e os ouvidos do animal.
O pet também poderá se assustar, tentar pular ou sofrer ferimentos caso o veículo passe perto de uma árvore, placa ou outro automóvel.
Se o animal não está acostumado ao carro, a adaptação deve acontecer gradualmente. O tutor pode começar deixando o pet conhecer o veículo parado e, depois, realizar trajetos curtos.
Associar a caixa de transporte a experiências positivas, com petiscos e objetos conhecidos, pode diminuir o medo. O equipamento nunca deve ser apresentado apenas no momento de uma viagem longa ou de uma consulta veterinária.
Durante viagens maiores, o planejamento ajuda a reduzir o estresse e o desconforto. Entre os principais cuidados estão:
Nunca ofereça calmantes ou medicamentos por conta própria. Somente um médico-veterinário pode avaliar a necessidade e indicar um produto seguro.
O tutor também não deve deixar o animal sozinho dentro do veículo, mesmo que seja por poucos minutos. A temperatura interna pode subir rapidamente e provocar desidratação, dificuldade respiratória e hipertermia.
Manter as janelas parcialmente abertas não elimina o risco. Em dias quentes, o ideal é retirar o animal do carro sempre que o responsável precisar sair.