Uma cidade com cerca de 22 mil habitantes, localizada na região central de Goiás, passou a ocupar o primeiro lugar em um ranking nacional do agronegócio. Silvânia foi o município que mais produziu tomate no Brasil em 2025.
A liderança aparece nos dados da Produção Agrícola Municipal (PAM), pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento acompanha o desempenho das lavouras em todos os municípios brasileiros e mostra quanto cada cidade plantou, colheu e movimentou com diferentes culturas agrícolas.
O resultado coloca Silvânia à frente de tradicionais polos de produção do país e ajuda a explicar por que Goiás é uma referência quando o assunto é tomate. O estado já ocupa posição de destaque nacional, especialmente na produção voltada à indústria, utilizada na fabricação de molhos, extratos, polpas e outros alimentos.
Silvânia já estava entre as maiores produtoras
A chegada ao primeiro lugar não aconteceu de uma hora para outra. Silvânia já aparecia entre as maiores produtoras brasileiras de tomate.
Em 2024, o município ocupava a segunda posição no ranking nacional, com uma colheita de aproximadamente 203,6 mil toneladas. Naquele ano, a liderança ainda era de Cristalina, também em Goiás, que produziu cerca de 336 mil toneladas. Morrinhos aparecia logo depois, na terceira colocação, com 191 mil toneladas.
Produção movimenta muito além das lavouras
O tomate cultivado em grande escala precisa chegar rapidamente ao destino depois da colheita. Por isso, a produção também movimenta o transporte, o armazenamento e o processamento industrial.
Parte significativa da lavoura goiana é destinada à indústria. Diferentemente do tomate comprado para o consumo doméstico, essa produção segue diretamente para fábricas, onde é transformada em molhos, extratos e outros derivados.
Goiás ganha espaço no agronegócio nacional
O desempenho de Silvânia faz parte de um cenário positivo para a agricultura goiana. Em 2025, o valor total da produção agrícola brasileira chegou ao recorde de R$ 927,2 bilhões, crescimento de 18,4% em relação ao ano anterior, conforme a Pesquisa Agrícola Municipal do IBGE.