Aeronave levava o sertanejo, um empresário, um videomaker, o piloto e o copiloto; destroços foram encontrados em uma área de difícil acesso na Serra Catarinense.
Autor: Redação Goiás Aqui
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As cinco pessoas que viajavam no helicóptero encontrado nesta terça-feira (22), na Serra Catarinense, morreram no acidente. Além do cantor Rick, da dupla com Renner, estavam na aeronave o empresário Bruno Avelar, o videomaker Paulo Soares, o piloto identificado como Antônio e o copiloto Leopoldo.
O helicóptero havia partido de Porto Belo, no litoral de Santa Catarina, com destino a São Joaquim, na região serrana, na segunda-feira (21). A aeronave perdeu comunicação durante o deslocamento e não chegou ao destino.
Os destroços foram avistados no fim da manhã desta terça pela equipe do helicóptero Arcanjo 03, do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, com auxílio da Força Aérea Brasileira. Nenhum dos cinco ocupantes sobreviveu.
Rick
Geraldo Antônio de Carvalho, conhecido artisticamente como Rick, tinha 59 anos e formava uma das duplas mais conhecidas da música sertaneja com Renner. Entre os sucessos da carreira estão “Ela É Demais”, “Nos Bares da Cidade” e “Cara de Pau”.
Rick e Renner estavam comemorando quatro décadas de parceria e mantinham uma turnê com apresentações programadas até dezembro. O último show da dupla aconteceu no sábado (19), em Sorriso, no Mato Grosso.
Além de cantor, Rick também se destacou como compositor e produtor musical. Ele participou da criação de diversas músicas gravadas pela dupla ao longo da carreira.
Bruno Avelar
O empresário e palestrante Bruno Avelar tinha 41 anos. Ele era criador do projeto “O Poder do Network”, voltado à realização de eventos, mentorias e conexões entre empresários.
Bruno era amigo do proprietário da empresa dona do helicóptero. Segundo informações divulgadas após o acidente, ele e Rick viajavam para avaliar um possível investimento na região de São Joaquim.
Paulo Soares
Paulo Soares trabalhava como videomaker de Bruno Avelar e acompanhava o empresário na viagem. Ele também foi citado pela empresa proprietária da aeronave entre as vítimas do acidente.
Antônio e Leopoldo
A JTA Empreendimentos e Urbanismo identificou o piloto como Antônio, chamado de “Seu Antônio” no comunicado divulgado pela empresa. O copiloto foi identificado como Leopoldo.
Até a divulgação inicial das informações, os sobrenomes e outros dados dos dois profissionais não haviam sido informados publicamente. A Polícia Científica ficou responsável pelos procedimentos oficiais de identificação.
Imagens divulgadas pelos bombeiros mostram o helicóptero destruído em uma região de mata fechada. O acesso por terra ao ponto onde os destroços foram encontrados exigia uma caminhada estimada em cerca de três horas.
A operação mobilizou aproximadamente 40 bombeiros, dois cães de busca e resgate, mais de dez viaturas e drones equipados com câmeras térmicas. A Força Aérea Brasileira também participou dos trabalhos com uma aeronave SC-105 Amazonas, do Esquadrão Pelicano.
O grupo iniciou a viagem em um jatinho que saiu de Jundiaí, no interior de São Paulo, com destino ao Aeródromo Costa Esmeralda, em Porto Belo.
Depois do pouso, os passageiros seguiram no helicóptero Bell 430, de matrícula PP-MGR, com destino a São Joaquim. O prefeito do município, José Teodoro, aguardava o grupo para um almoço e uma visita a um terreno.
A aeronave pertencia à JTA Empreendimentos e Urbanismo. Em nota, a empresa informou que havia emprestado o helicóptero a Bruno Avelar e Rick, descritos como amigos próximos do proprietário.
O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, o Cenipa, foi acionado para investigar o acidente. Profissionais do Quinto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos também participam dos trabalhos.