Goianos fecharam mais de 673 mil acordos entre maio e agosto; dívidas em atraso no estado chegam a R$ 19,9 bilhões
Autor: Redação Goiás Aqui
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O número de acordos para renegociação de dívidas cresceu 36% em Goiás entre maio e agosto de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo levantamento da Serasa, os goianos fecharam 673.581 acordos entre 5 de maio e 31 de agosto deste ano. No período equivalente de 2025, foram 496.686 negociações.
Apesar do avanço, a inadimplência ainda atinge 2.713.388 consumidores no estado. Juntos, eles acumulam 10.622.731 dívidas, que somam aproximadamente R$ 19,9 bilhões.
O valor médio devido por cada inadimplente goiano é de R$ 7.344,01. Quando considerada cada pendência individualmente, o débito médio fica em R$ 1.875,90.
Bancos e cartões de crédito concentram a maior parcela das dívidas em atraso em Goiás, com 27,92% do total. As financeiras aparecem em seguida, com 19,92%.
O setor de serviços responde por 16,47% das pendências, enquanto contas básicas, como água, energia e gás, representam 14,55%. Na sequência aparecem varejo, com 7,31%, telecomunicações, com 5,42%, securitizadoras, com 2,59%, e cooperativas, com 2,57%.
Goiânia possui 634.314 consumidores inadimplentes, responsáveis por aproximadamente 2,5 milhões de dívidas. O valor acumulado chega a R$ 5,247 bilhões. Na capital, cada consumidor negativado deve, em média, R$ 8.272,42. O valor médio de cada pendência é de R$ 2.098,41.
Anápolis aparece com 149.920 inadimplentes e 612.514 dívidas, que totalizam R$ 1,138 bilhão. Cada consumidor negativado no município deve, em média, R$ 7.595,68.
Entre as cidades analisadas, Rio Verde apresenta o maior valor médio devido por inadimplente: R$ 8.939,12. O município possui 86.853 consumidores negativados e R$ 776,3 milhões em débitos.
Em Jataí, o valor médio chega a R$ 8.347,71 por pessoa, enquanto Itumbiara registra média de R$ 7.988,26. Catalão tem R$ 7.666,92; Luziânia, R$ 6.818,15; e Porangatu, R$ 6.125,37.
Uma ação de renegociação realizada pela Serasa em 9 de setembro resultou em 7.293 acordos fechados por consumidores de Goiás em apenas um dia.
Em todo o país, a iniciativa contabilizou 218.260 acordos. O resultado colocou Goiás entre os estados com maior volume de negociações durante a ação. “Quando o consumidor encontra condições melhores para negociar, ele volta a organizar as contas antes que a dívida se acumule ainda mais”, afirma Aline Vieira, especialista da Serasa em educação financeira.
O crescimento das renegociações acontece em um momento de desaceleração da inadimplência nacional. O número de consumidores brasileiros negativados aumentou 0,06% em agosto, o menor avanço mensal registrado em 2026.
O país encerrou o mês com 83.985.141 inadimplentes, ante 83.931.918 em julho. Esses consumidores acumulavam 350,9 milhões de dívidas, que somavam R$ 592 bilhões.
Entre maio e agosto deste ano, foram fechados 19,7 milhões de acordos no Brasil, aumento de 36% em relação ao mesmo período de 2025. A quantidade de consumidores que procuraram regularizar as pendências passou de 7,1 milhões para 9,4 milhões.
Para Aline Vieira, quitar ou renegociar uma dívida é apenas a primeira etapa da recuperação financeira. “Renegociar a dívida resolve o problema imediato, mas é a educação financeira que evita que ele volte a se repetir”, destaca.