Imunização é oferecida na rede pública desde dezembro de 2025 e ajuda a proteger o bebê nos primeiros meses de vida
A proteção do bebê contra formas graves da infecção pelo vírus sincicial respiratório (VSR) pode começar durante a gravidez. A vacina é oferecida pelo SUS desde dezembro de 2025, mas parte das gestantes ainda não conhece essa possibilidade.
Uma pesquisa realizada pelo Ipsos-Ipec, a pedido da Pfizer, ouviu 530 grávidas de todos os estados brasileiros, com idades entre 18 e 45 anos. Entre elas, 79% apresentaram ao menos uma dúvida ou percepção equivocada sobre o tema.
O levantamento também mostra que a preocupação com a bronquiolite cresceu. A doença foi citada por 60% das participantes, contra 40% em 2024. Já o conhecimento sobre o VSR passou de 58% para 70%.
Quando a gestante pode tomar a vacina?
O Ministério da Saúde recomenda a vacinação contra o VSR a partir da 28ª semana, em cada gestação. A orientação não tem restrição de idade materna e integra o calendário de vacinação das gestantes. Ministério da Saúde
A vacina estimula a produção de anticorpos na mãe, que são transferidos ao bebê durante a gravidez. O objetivo é reduzir o risco de formas graves da infecção nos primeiros meses de vida.
O VSR é um dos principais causadores da bronquiolite. Por isso, a vacinação contra o vírus faz parte da estratégia de proteção dos recém-nascidos.
Por que ainda há dúvidas?
Os resultados indicam que conhecer o nome da doença não significa saber como preveni-la. No Norte e no Centro-Oeste, 38% das entrevistadas desconhecem a prevenção disponível no SUS. No Sudeste, são 46%.
Além disso, 31% não reconhecem que algumas vacinas recomendadas na gravidez também podem proteger o bebê. Uma em cada quatro acredita que deve seguir somente o calendário de vacinação correspondente à própria idade.
O que conversar no pré-natal?
A médica Adriana Ribeiro destacou o pré-natal como momento importante para esclarecer a relação entre o vírus, a doença e a imunização. A pesquisa aponta que a recomendação médica aumentou: 88% das gestantes disseram ter sido orientadas a se vacinar durante a gravidez, ante 77% em 2024.
Entre as que receberam essa orientação, 96% afirmaram que seguem ou pretendem seguir a recomendação. O conhecimento sobre a existência de um calendário específico para gestantes também cresceu, chegando a 72% neste ano.