Município do norte goiano já celebra o fruto com um festival desde 2006; reconhecimento foi oficializado por lei estadual
Quem gosta de arroz com pequi e galinhada tem mais um motivo para conhecer Crixás. A cidade, no norte de Goiás, recebeu oficialmente o título de Capital Goiana do Pequi.
O reconhecimento veio com a Lei Estadual nº 24.567, sancionada pelo governador Daniel Vilela (MDB) em 21 de outubro. A proposta é do deputado Wagner Camargo Neto (Solidariedade) e foi aprovada pela Assembleia Legislativa com 25 votos favoráveis.
Mas a relação de Crixás com o fruto vem de muito antes da lei. Desde 2006, o município realiza o Festival Cultural do Pequi, uma celebração dedicada a um dos ingredientes mais conhecidos da culinária goiana.
Festa acontece todos os anos
O Festival Cultural do Pequi é realizado anualmente em outubro. Em 2022, ele passou a fazer parte do Calendário Cívico, Cultural e Turístico de Goiás. Na justificativa do projeto que criou o título, o deputado citou a importância do pequi para a cultura e a culinária da região. Também destacou o trabalho de produtores, extrativistas e comerciantes ligados ao fruto.
Em um levantamento da Secretaria de Agricultura de Goiás publicado em 2021, Crixás apareceu como o terceiro município goiano com maior extração de pequi. À época, Damianópolis e Santa Terezinha de Goiás ocupavam as primeiras posições. O dado, porém, não representa um ranking atual.
Pequi também gera renda
O fruto não aparece apenas nos pratos típicos. Ele é vendido em conserva, usado para produzir óleo e ajuda a complementar a renda de famílias que trabalham com sua coleta e comercialização durante a safra.
Em Goiás, a extração chegou a 2.897 toneladas em 2024, com valor de produção estimado em R$ 4,5 milhões, segundo dados do Instituto Mauro Borges reunidos com base em informações do IBGE. O total é referente a todo o estado e não mostra a participação específica de Crixás.
O pequi do norte goiano também abastece a Ceasa, em Goiânia. Na safra 2022/2023, o entreposto comercializou 6.414 toneladas do fruto, movimentando cerca de R$ 10,4 milhões, conforme levantamento da própria Ceasa.