Alimentação para felinos aumenta participação no varejo alimentar, enquanto produtos para cães seguem na liderança
Os gatos estão ganhando mais espaço nas compras de produtos pet. Um levantamento da Scanntech mostra que a participação da alimentação para felinos no varejo alimentar brasileiro subiu de 28,4% para 31,0% no acumulado deste ano.
Os alimentos para cães continuam liderando o segmento. A participação deles, porém, caiu de 56,2% para 54,1%. O movimento de maior demanda por produtos para gatos vem se consolidando desde a pandemia.
Na avaliação de Felipe Passarelli, responsável pela Inteligência de Mercado da Scanntech, a mudança acompanha o crescimento dos lares com uma pessoa e dos casais sem filhos. Ele considera que o porte e a independência dos gatos favorecem sua presença em casas menores e com menos moradores.
Petiscos para gatos crescem mais de 20%
Entre os alimentos para felinos, os petiscos tiveram alta de 26,1% em faturamento e 23,1% nas unidades vendidas. A fatia desses produtos nas vendas do setor passou de 1,8% para 2,2%. A ração seca para gatos avançou 12,4% em faturamento e 14,6% em unidades. A ração úmida registrou crescimento de 11,9% e 9,9%, respectivamente.
Os números mostram crescimento nas três categorias, com os petiscos apresentando o maior avanço percentual entre elas. “Assim como na alimentação das próprias famílias, vemos um consumidor que busca mais experiência e palatabilidade para o animal de estimação. Nos cães, a ração úmida avança enquanto a seca recua; nos gatos, os petiscos crescem mais de 20% em faturamento e em unidades”, afirma Passarelli.
E os produtos para cães?
A ração seca para cães caiu 1,3% em faturamento, apesar da alta de 2,1% nas unidades comercializadas. A ração úmida teve crescimento de 4,9% em faturamento e 3,1% em unidades.
Fora da alimentação, o vestuário pet chamou atenção: o faturamento aumentou 102,2%, enquanto as unidades vendidas cresceram 35,7%. Nos suplementos, as altas foram de 42,2% em faturamento e 32,6% em unidades.
Higiene cresce, mas acessórios recuam
Na areia higiênica, o faturamento subiu 7,6%, com alta de apenas 0,1% em unidades. Antipulgas e carrapatos cresceram 12,4% em faturamento e 0,9% em unidades. Tapetes higiênicos avançaram 5,1% e 2,1%.
Já os acessórios tiveram queda de 10,9% em faturamento e 13,6% em unidades. Os produtos para banho também recuaram: 4,4% em faturamento e 9,9% na quantidade vendida. Os dados foram coletados diretamente de cupons fiscais.