Mercado reage à vantagem de Flávio Bolsonaro sobre Lula; papéis de bancos e empresas como Petrobras e Vale registraram forte alta em Nova York
Autor: Redação Goiás Aqui
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O mercado financeiro abriu a semana em forte movimento após o resultado do primeiro turno das eleições presidenciais. O dólar iniciou esta segunda-feira (5) com queda superior a 4% e chegou a ser negociado abaixo de R$ 5, enquanto ações de grandes empresas brasileiras dispararam no exterior.
Na abertura, a moeda norte-americana recuava cerca de 4,3%, cotada a aproximadamente R$ 4,99. Foi a primeira vez que o dólar ficou abaixo de R$ 5 desde maio. Os valores podem mudar ao longo do dia, conforme as negociações avançam.
O movimento ocorre depois de Flávio Bolsonaro (PL) sair do primeiro turno à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os dois disputarão o segundo turno no dia 25 de outubro.
Antes mesmo da abertura da Bolsa brasileira, ações de empresas do país negociadas nos Estados Unidos apresentaram forte valorização. Os recibos de ações da Petrobras chegaram a subir quase 10% no pré-mercado de Nova York. Os papéis da Vale avançavam pouco mais de 6%, enquanto os da Embraer registravam alta próxima de 5,7%.
As maiores altas estavam entre os bancos. Os recibos do Itaú Unibanco subiam cerca de 12,4%, enquanto os do Bradesco avançavam aproximadamente 11,9%.
Também foram registradas altas em empresas como Nubank, Ambev, XP e Mercado Livre. Os percentuais correspondem às negociações realizadas antes da abertura oficial do mercado norte-americano e podem oscilar durante o pregão.
O ETF EWZ, fundo negociado nos Estados Unidos que reúne ações de grandes empresas brasileiras, chegou a subir cerca de 12% na manhã desta segunda-feira. O desempenho do fundo é usado como uma indicação de como os investidores estrangeiros estão avaliando os ativos brasileiros antes da abertura da B3.
O Ibovespa futuro, contrato que antecipa expectativas para o principal índice da Bolsa brasileira, chegou a abrir em alta de 8% e entrou em leilão no início das operações.
Analistas ouvidos por veículos especializados atribuem o movimento ao resultado eleitoral acima das expectativas para Flávio Bolsonaro e ao desempenho de candidatos de direita nas disputas pelo Congresso.
Na avaliação de parte do mercado, o resultado aumentou a possibilidade de uma mudança na condução da política econômica, com maior atenção ao controle dos gastos públicos e ao equilíbrio fiscal. Essa é uma interpretação dos investidores e não significa que os movimentos serão mantidos até o fim do dia ou durante todo o segundo turno.
Antes da votação, pesquisas indicavam Lula numericamente à frente ou em empate técnico com Flávio. A liderança do candidato do PL no primeiro turno não estava completamente incorporada aos preços dos ativos, o que provocou uma rápida revisão das expectativas.
Gestores consultados projetaram alta entre 4% e 8% para as ações brasileiras e valorização do real entre 3% e 5%. As estimativas, no entanto, não representam garantia de desempenho.
O comportamento do dólar e da Bolsa ao longo das próximas semanas deverá acompanhar pesquisas eleitorais, declarações dos candidatos, possíveis alianças e propostas econômicas apresentadas durante a campanha.
Uma mudança nas expectativas para o segundo turno pode inverter parte dos movimentos registrados nesta segunda-feira. O cenário internacional, incluindo as decisões sobre juros nos Estados Unidos, também continuará influenciando o mercado brasileiro.