Pedidos feitos entre 6h e 10h cresceram mais de 42% no estado; levantamento também mostra que o iFood movimentou R$ 2,5 bilhões na economia goiana
Autor: Redação Goiás Aqui
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O açaí continua sendo o queridinho dos goianos nos aplicativos de entrega, mas outro hábito começa a ganhar espaço: pedir o café da manhã sem sair de casa. Em 2025, os pedidos realizados entre 6h e 10h cresceram mais de 42% em Goiás, segundo dados divulgados pelo iFood.
A expansão do consumo matinal foi superior ao crescimento geral registrado pela plataforma no estado. Ao longo do ano passado, o volume total de pedidos aumentou 23%.
Mesmo diante das mudanças nos horários de consumo, o açaí permaneceu como a categoria mais solicitada pelos usuários goianos. Os pedidos do produto avançaram 7% no período. Hambúrguer, alimentação saudável, padaria e comida chinesa também tiveram crescimento.
Entre as culinárias específicas, a comida mineira apresentou a maior alta, de 37,6%. Em seguida aparecem cafeteria, com avanço de 37,4%, e xis, com 34,7%.
O ranking das dez categorias com maior volume de pedidos no estado ficou assim:
Açaí
Hambúrguer
Alimentação saudável
Comida brasileira
Lanches
Marmita
Doces e bolos
Comida italiana
Padaria
Sorvetes
Café da manhã ganha espaço no país
A procura por refeições nas primeiras horas do dia não é uma característica exclusiva de Goiás. Um levantamento nacional baseado nos pedidos feitos pelo iFood entre janeiro de 2024 e março de 2026 mostrou crescimento de 26,1% no delivery de café da manhã.
O desempenho superou o de outros períodos tradicionais de consumo. No mesmo intervalo, os pedidos no lanche da tarde cresceram 15,4%; no almoço, 12,2%; e no jantar, 8,6%.
O avanço do café da manhã foi ainda mais intenso no início da semana. As solicitações feitas às segundas-feiras aumentaram 72,9%, enquanto as terças-feiras tiveram crescimento de 63,3%.
Apesar disso, o jantar ainda concentra a maior parcela dos pedidos. A participação desse período, porém, caiu de 45,4% para 43,7%, indicando que os consumidores estão recorrendo ao delivery em mais momentos do dia.
O calendário financeiro também interfere na frequência com que os consumidores recorrem aos aplicativos. Em média, os primeiros dez dias de cada mês registram 7,4% mais pedidos que os dez últimos dias. A diferença é associada ao período de pagamento dos salários e foi identificada em todas as regiões brasileiras.
Em 2025, o Norte liderou o crescimento regional no volume de pedidos, com alta de 19,4%. O Centro-Oeste, onde está Goiás, apareceu em segundo lugar, com avanço de 16,3%. Na sequência vieram Nordeste, com 13,5%; Sul, com 11,7%; e Sudeste, com 8,5%.
No Centro-Oeste, o açaí também se destacou entre os segmentos em expansão, com crescimento de 32%. Em outras regiões, chamaram atenção as marmitas e cafeterias no Norte, os sorvetes no Nordeste, as marmitas e os doces no Sudeste e os produtos de padaria no Sul.
Além de revelar mudanças no comportamento dos consumidores, os dados apontam a importância econômica do setor. Segundo estudo da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), o ecossistema do iFood movimentou R$ 2,5 bilhões em Goiás durante 2025.
O valor corresponde a 0,64% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual. A cadeia formada pela plataforma, restaurantes, entregadores e outras atividades relacionadas esteve ligada a mais de 34 mil postos de trabalho diretos e indiretos no estado.
Entre agosto de 2025 e agosto de 2026, o iFood Pago também concedeu R$ 33,6 milhões em crédito a restaurantes goianos. Outros R$ 143,1 milhões foram pré-aprovados para estabelecimentos da região.
No país, o ecossistema da plataforma movimentou R$ 167 bilhões em 2025, equivalente a 0,70% do PIB brasileiro, e esteve relacionado a 1,18 milhão de postos de trabalho diretos e indiretos.