Alimentação em casa ficou 1,01% mais cara na prévia da inflação de outubro; manga, cenoura e café moído tiveram queda
Comprar alimentos para preparar as refeições em casa ficou mais caro na prévia da inflação de outubro. Os preços desse grupo subiram 1,01%, com aumentos expressivos em produtos como abobrinha, tomate, cebola e batata-inglesa. Por outro lado, manga, cenoura e melancia ficaram mais baratas.
Os números fazem parte do IPCA-15, divulgado nesta sexta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O indicador, conhecido como prévia da inflação, avançou 0,32% no período.
O grupo Alimentação e Bebidas teve alta de 0,88% e foi o que mais contribuiu para o resultado geral. Dentro dele, a alimentação em casa acelerou: passou de uma alta de 0,38% em setembro para 1,01% em outubro.
O que ficou mais caro?
A abobrinha apresentou a maior alta entre os alimentos listados, de 38,29%. O tomate subiu 24,54%, enquanto o limão aumentou 17,36%. Outros ingredientes presentes na cozinha também ficaram mais caros. A cebola teve alta de 13,63%, a batata-inglesa avançou 10,96% e o arroz subiu 5,80%.
Confira alguns dos aumentos:
| Alimento | Variação |
|---|
| Abobrinha | +38,29% |
| Tomate | +24,54% |
| Limão | +17,36% |
| Cebola | +13,63% |
| Pepino | +12,78% |
| Batata-inglesa | +10,96% |
| Brócolis | +10,13% |
| Arroz | +5,80% |
| Filé-mignon | +4,07% |
| Óleo de soja | +2,78% |
Manga e cenoura ficaram mais baratas
Nem todos os produtos acompanharam a alta. A manga caiu 13,48%, seguida pela cenoura, com redução de 10,67%, e pela melancia, que recuou 7,36%. Também ficaram mais baratos o repolho, com queda de 4,80%, o maracujá, de 4,30%, e o mamão, de 3,58%. O café moído teve redução de 1,16%.
As frutas, consideradas em conjunto, registraram queda de 1,37%. Isso não significa que todas baratearam: limão, morango, goiaba e pera, por exemplo, tiveram aumento.
Comer fora também encareceu
A alimentação fora de casa subiu 0,56%, acima dos 0,44% registrados em setembro. A refeição avançou 0,61%, e o lanche, 0,66%.
O levantamento considera preços coletados entre 16 de setembro e 14 de outubro de 2026. Os percentuais são resultados nacionais e não representam necessariamente a variação encontrada em cada supermercado ou cidade.